Publicado por Administrador em
11/11/2009
Confiança GT – um guia de auto-confiança elaborado por uma das pessoas que mais admiro e que, como tal, me suscitou interesse e curiosidade.
Estou sensivelmente a meio de todo este processo, rumo a um patamar de elevação de auto-estima que sei que vou conseguir atingir, mesmo que tenha que repetir as tarefas até sair tudo da melhor maneira que consigo. Mais do que terminar o e-book e congratular-me pelo feito, a minha prioridade e preocupação é agir com calma, investir o máximo de empenho em cada uma das etapas, porque o grau de complexidade de cada uma delas exige uma dedicação diferente, uma perspectiva distinta e, até mesmo um crescendo em empenho.
Segundo o autor, a melhor definição de auto-confiança é a “crença ou acreditar em si próprio, acreditar que é capaz de realizar aquilo a que se propõe, a ultrapassar obstáculos e vencer desafios.” Não poderia estar mais de acordo. Gostaria ainda de acrescentar que, quanto a mim, a auto-confiança se inicia a partir do momento em que temos uma ideia, elaboramos um plano, estipulamos um projecto. Ou seja, não acreditar única e exclusivamente no acto em si, mas também, e em primeiro lugar, na nossa capacidade de potenciar actos e ideias e, consequentemente, de colocá-los em prática.
É com este progressivo aumento de auto-estima que o meu processo catártico acerca da doença do meu pai não tem sido tão doloroso como esperaria. Além de me ajudar a aceitar, mesmo sem compreender, hoje consigo lidar naturalmente com a incerteza diária que persiste na minha vida familiar. Não sinto medo do desconhecimento face ao dia de amanhã; não tenho mais necessidade de questionar o porquê desta situação. Compreendo sim que estas questões para as quais não tinha resposta não me levavam a lado nenhum; muito pelo contrário, sentia cada vez mais amarras a um sofrimento que não me deixava percorrer o meu próprio caminho.
Nas relações interpessoais, aprendi que mereço mais e hoje sou mais exigente comigo própria e com aquilo que os outros me dão. No passado recente, vivi uma relação a três, porque achava preferível ter alguém em part-time do que estar sozinha. Não poderia estar mais enganada. Neste momento, não estou sozinha, porque não é pelo facto de não ter um companheiro que tenho que me auto-classificar com aquele adjectivo. Eu quero uma pessoa que me aceite, compreenda e goste de mim tal como sou, por inteiro e em todas as horas do dia, todos os dias.
Por tudo isto, estou mais alerta e consciente para a minha vida e para aquilo que eu quero que ela seja, porque será aquilo que eu farei dela.
Obrigada, Ricardo.
Mónica Carvalho